Inciamos hoje amogos uma seção especial, onde estaremos lembrando grandes esportistas e seus feitos. Para iniciar, escolhi um craque que não traz boas lembranças aos mais patriotas, mas que com certeza encantou a quem admira o futebol bem jogado: Zinedine Zidane.
Nascido em 23 de Junho de 1972, na cidade francesa de Marseille, Zinedine Yazid Zidane é o maior jogador da história do futebol francês e um dos maiores de todos os tempos. Dono de uma técnica refinada e uma excelente visão de jogo, Zizou conquistou uma legião de admiradores do seu futebol enquanto desfilava sua genialidade pelos gramados mundiais.
O craque francês iniciou sua carreira nas categorias de base do Saint-Henri, equipe inexpressiva que disputava campeonatos locais. Apenas uma temporada depois, acabou sendo levado ao Septèmes-les-Vallons, aonde permaneceu durante quatro anos. Com grande habilidade e destacando-se em seu clube, Zizou foi contratado pelo Cannes. Continuando o seu desenvolvimento na arte do futebol, Zidane foi vendido ao Bordeaux que pagou sete milhões de euros por seu passe.
Em 1994 estreou pela Seleção Francesa, mas só veio a ter maior projeção internacional em sua quarta temporada nos girondins: o clube chegou à final da Copa da UEFA de 1996, deixando pelo caminho equipes como o Milan (que duas temporadas antes, fora campeão da Champions League). Apesar de não conquistar o título, a campanha rendeu ao jovem Zidane uma transferência para a Juventus de Turim.
Assim como Platini, Zizou brilhou em Turim e iniciou sua trajetória bianconera conquistando a Supercopa Européia contra o mesmo Bayern Munique e depois venceu o Mundial Interclubes 1996. O Mundial Interclubes teve um sabor especial para ele: A Juve enfrentou o River Plate, do seu grande ídolo, o uruguaio Enzo Francescoli. A admiração fez Zizou batizar seu filho de Enzo e usar regularmente para dormir a camisa do River que conseguira do ídolo ao final da partida. Na Juventus, Zidane conquistaria ainda dois Scudettos(1997 e 1998) e uma Supercopa Italiana(1997) e o título de Melhor Jogador do Mundo em 1998 pela FIFA e France Football . Tal conquista pessoal ocorreria novamente em 2000, muito em função do seu desempenho na Eurocopa.
Ao fim da temporada 2000/01, transferiu-se para o Real Madrid. Sua transferência aos merengues, foi a segunda negociação mais cara da história (setenta e sete milhões de euros) e até 2009 a maior. Em Madrid, Zidane conquistaria o título de grande importância que lhe faltava: A Liga dos Campeões da UEFA em 2002, coroando o centenário do clube naquele ano. Outras conquistas importantes foram a Supercopa da Espanha(2001 e 2003), Supercopa Européia(2002), Mundial Interclubes(2002) e o Campeonato Espanhol(2003). Com isso, recebeu pela terceira vez o prêmios de melhor jogador do mundo pela FIFA, igualando o recorde de Ronaldo.
Pela França sua estréia ocorreu contra a República Tcheca. Entrando aos dezoito minutos do segundo tempo, marcou os dois gols do empate. Pouco antes da estreia na Copa do Mundo da França de 1998, Zidane anunciou a imprensa: "Eu vou ganhar essa Copa!". E o fez! Apesar de irregular na maior parte do torneio Zidane deu a volta por cima: após uma boa estreia diante da África do Sul, complicou a sua "profecia" ao, desnecessariamente, pisar em um adversário da Arábia Saudita e ser expulso. O lance lhe valeu dois jogos de suspensão. Com a Seleção Francesa seguindo adiante, o dia de Zidane brilhar chegou. Na decisão, contra o Brasil, aproveitando-se de duas cobranças de escanteio no primeiro tempo, marcou dois gols de cabeça, praticamente definindo o inédito título francês ainda na primeira etapa.
Zidane ainda conquistaria uma Eurocopa(2000) pela seleção e disputaria os mundiais de 2002, quando os franceses foram eliminados na primeira fase e em 2006 quando chegaram a final. Zidane poderia ser novamente o héroi francês, quando com muita classe e coragem cobrou uma penalidade máxima, na final da Copa, contra Buffon, marcando o gol dos Bleus. A Itália empataria a partida e levaria o jogo à prorrogação. Aos 5 minutos do segundo tempo da prorrogação, ocorreria o polêmico lance que manchou a sua despedida: após ouvir insultos verbais de Materazzi, reagiu com uma cabeçada no tórax do adversário. Sua última imagem em campo foi simbólica: desceu aos vestiários passando ao lado da taça, que ficaria com a Itália após os azzurri ganharem nos pênaltis a Copa.
Ainda assim, Zidane foi bastante celebrado na volta à França, com o seu presidente Jacques Chirac declarando que "gostaria de expressar a minha estima a esse homem, que encarnou todos os valores mais belos do esporte e que honrou o país". Sem dúvidas, Zidane sempre será lembrado pelo grande artista que foi, desenhando a cada drible, passe ou chute belíssimas obras de arte.





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