domingo, 8 de maio de 2011

Amor ao Futebol

Sábado a tarde, por volta das 15:10 pego o meu carro e me dirijo ao estádio de Pituaçu. É o reencontro com a paixão pelo futebol e sua essência, pois temos o Clássico de Ouro, Galícia x Ypiranga. Como é bom ver a tranqüilidade e harmonia entre os torcedores, as famílias reunidas para desfrutarem de momentos especiais desfrutando do esporte. Confesso que desejo muito que o Galícia e o Ypiranga consigam o acesso, pois são duas agremiações que trariam de volta a elite o charme e a tradição do futebol baiano.
Somente a paixão pelo futebol e por estes dois clubes podem explicar 1.571 pagantes, público superior ao registrado na semifinal da Primeira Divisão entre Bahia de Feira e Serrano. O jogo foi muito movimentado, com grandes chances de gol no primeiro tempo de ambas as partes, mas com um Galícia mais organizado em campo, utilizando as laterais com boas inversões de jogo e tendo em Fábio Costa o cérebro da equipe.
O Ypiranga, apesar de sofrer pressão na primeira etapa, sempre que chegava levava muito perigo a meta Azulina e conseguiu abrir o placar com um lindo chute de primeira de Brow da entrada da área. Apesar da desvantagem, o Galícia manteve o ritmo de jogo e conseguiu empatar em um lindo gol de Diego Higino. Neste momento as equipes já tinham um jogador a menos, devido às expulsões de Everton (Galícia) e Rogério Rios (Ypiranga).
Na volta para a segunda etapa, o Aurinegro conseguiu equilibrar as ações e em uma cobrança de falta, com uma enorme colaboração do goleiro Alan, o Ypiranga voltou ao comando do placar com o gol do Flávio. Com mais duas expulsões, uma de cada lado, sobravam espaços no campo e o Galícia tirou o zagueiro Eloy, que jogou no Vitória, para colocar o atacante Valdinei. Mas foi o Ypiranga que marcou novamente, desta vez com o atacante Junior. Daí por diante o que se viu foi a torcida Canária fazendo a festa, a equipe perdendo oportunidades de ampliar o placar e os Granadeiros tomando o rumo de casa esperando melhor sorte na próxima partida.
Como foi bom ver a alegria do Seu Zeca,Seu Vladmir, D. Maria Rosa dentre outros ilustres e experientes torcedores de Galícia e Ypiranga que demonstram o verdadeiro sentido do esporte. Não poderia haver melhor evento para a primeira cobertura in loco do Drible Arte. Obrigado e até a próxima!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

DRIBLE CULTURAL - Livro A FARSA

Jonathan Ransom é um respeitado cirurgião, que trabalha na ONG Médicos sem Fronteiras. Sem raízes, vive pouco tempo em um lugar, está sempre viajando para lugares onde seus serviços são necessários.
Casado com Emma, uma enfermeira, ambos levam assistência à lugares assolados por guerras, terrorismo e desastres naturais. Emma é uma mulher delicada e tímida, tem medo de dirigir, possui aversão à armas e luta com afinco para fornecer suprimentos e medicamentos aos necessitados.
Jonathan é apaixonado por alpinismo e em uma de suas excursões, leva Emma consigo. Mas parece que a sorte não está ao lado do casal. Durante a escalada uma tempestade se forma e Emma sofre um acidente, cai em uma greta a mais de 100m de profundidade. Não há como resgatá-la.
Torporoso com o acontecimento, Jonathan se refugia em seu quarto de hotel e aguarda desolado a tempestade ceder e ser possível resgatar o corpo de sua esposa. Vinte e quatro horas depois do ocorrido, recebe um misterioso envelope sem remetente, endereçado a Emma. Dentro do envelope, há somente dois recibos de bagagem.
Junto com uma antiga amiga de Emma, Jonathan vai retirar as malas em uma distante estação de trem. Ao abrir as malas é surpreendido. Jóias, roupas caríssimas, chaves de um Mercedes-Benz, instruções de como encontrar o carro e documentos de uma mulher chamada Eva Kruger. Mas, ao prestar mais atenção aos documentos, percebe algo terrível! Aquela mulher, Eva Kruger, sua fotografia é de..... Emma!
Atordoado e confuso com a nova informação, se recusa a aceitar que sua vida é um teatro, que ele é apenas um fantoche. Oito anos de casamento, de cumplicidade, como ela conseguiu engana-lo? Tolo!!
Mas então.... quem ela é? O que ela faz? Qual o papel de Jonathan nesta trama?

É PENTA!!!!!!!!



Cheguei agora mas já vou avisando: sou o Terror dos Incolores de Itinga. Prazer, meu nome é FUBÚIA, novo contratado do Drible Arte e responsável pela cobertura do Leão da Barra, melhor clube do Norte-Nordeste do país.


Aviso a todos: o Penta é nosso, está garantido. Ganhamos a semi-final da terceira força do Estado e agora vamos enfrentar o único Bahia capaz de nos fazer perder alguns segundos de sono, o de Feira de Santana. Podem cobrar, podem falar o que quiser, informações e reclamações sobre o Vitória é comigo mesmo.

Vou iniciar os festejos, beber uma gelosa e preparar os foguetes para o jogão de domingo. Saudações Rubro-Negras.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Adriana Calcanhoto - Teatro Castro Alves

Mais uma ótima opção cultural. No dia 03 de junho Adriana Calcanhoto realizará um show no Teatro Castro Alves. Os ingressos custam entre R$ 25 (Z-7 a Z-11), R$ 50 (filas A a W) e R$ 100  e começam a ser comercializados nesta segunda-feira, 9, nas bilheterias do teatro, no Campo Grande, e nos postos de venda SAC dos Shoppings Barra e Iguatemi.

Maiores informações http://www.tca.ba.gov.br/

quarta-feira, 4 de maio de 2011


Iniciando as suas atividades na cobertura do Esporte Clube Bahia para o nosso Blog, o jornalista Baiúca fará um balanço do ano Tricolor até o momento.
Após a eliminação na semi-final para a “Carniça” e o fim do Baianão, o Bahêa começa a se preparar para o Campenato Brasileiro da 1° Divisão. Analisando o ano do Esquadrão até o momento, as perspectivas não são as melhores. Vamos suar muito para não cair.
O Presidente Marcelo Guimarães Filho, repetiu o mesmo erro que seu pai cometeu em 2004, quando com Vadão no comando, a equipe não consegui o acesso ao perder na Fonte Nova para o Brasiliense. Decepção? Com certeza, mas quem dirige um clube não pode agir de forma emocional. Esquecendo disso  o então presidente demitiu Vadão e se desfez da base da equipe. Resultado: fomos para a Série C.
O Filho não aprendeu e após conquistar o acesso a Primeira Divisão, não deu continuidade ao trabalho. Márcio Araújo não foi mantido no cargo. Por que dispensou Alison e Fernando? Foram embora porque cobravam os salários e premiações que lhes eram devidos?
Para a Nação Tricolor segue uma análise dos jogadores :
REPROVADOS:
Tiago (Goleiro)- com atuações pífias, não demonstrou segurança alguma quando atuou. Deveria ser dispensado.
Marcos (Lateral-Direito) – Acredita que joga mais do que faz em campo. É um bom terceiro reserva.
Dodô (Lateral-Esquerdo) – Não existe ninguém na base do Bahia com essa idade? Porque pior que ele eu duvido!!!!!!
Nen (Zagueiro) – Como explicar a sua manutenção no clube? Seria ele o intermediador da direção e suas dívidas com os jogadores?
Boquita, Magno, Jataí e Ramon (Meias) – O que dizer desta turma que come banco de Marcone, Helder e CIA?
Pedro Beda, Robert, Bruno Paulo e Souza – Para quem teve Jael e Michael Jackson no ano passado, deve ser duro assistir essa turma no ataque cardiopata Tricolor.
APROVADOS
   Só fica nessa “bagaça” Omar, Jancarlos, Titi, Ávine, Marcone(pela raça e amor a camisa), Camacho, Lulinha, Jones(bom reserva do reserva) e Rafael.
Os que não foram citados podem ficar aí para compor o elenco. Agora já me trouxeram o Jobson, falam em Carlos Alberto, Pedron Ken(quem????), Michel Alves e ficamos na expectativa do julgamento do Renê(Goleiro).
Acho o Jobson e o CA apostas muito arriscadas, mas diante da qualidade do elenco teremos que agir assim. Pedro Ken se jogar o que apresentou no Coritiba é uma ótima aquisição. Mas o que a Nação quer é o Michael Jackson de volta! No mais é vibrar com o Baêa de Feira e torcer para a raça da Uva não subir. Porque desse jeito descer nós vamos!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Enfim as decisões!

Não tive como acompanhar neste final de semana a rodada decisiva na maioria dos campeonatos estaduais devido as atividades laborais e peço desculpa aqueles que nos acompanham por não poder me aprofundar nas análise dos jogos.

Mas vamos falar um pouco sobre os resultados e o que podemos esperar:

CAMPEONATO BAIANO

A final entre Vitória e Bahia de Feira vem premiar as duas melhores equipes do campeonato. O Rubro-Negro consegue manter a hegemonia deste século sobre o rival, eliminando o mesmo mais uma vez com a vantagem adquirida por fazer melhor campanha no certame. O Tremendão, como é conhecido o Bahia de Feira, consolida a boa campanha realizada na última temporada e a conquista do Torneio Início 2011. A vantagem e favoritismo são do Leão, mas que não se esqueçam do ocorrido em 2006 diante do Colo-Colo. Meu palpite: Leão!

CAMPEONATO PERNAMBUCANO

Santa Cruz x Sport. Uma decisão “porreta” para fazer Pernambuco parar. Confesso que estou torcendo e muito pelo Santa. Um clube com uma torcida tão apaixonada e fiel merece uma conquista. Na busca pela reestruturação, a Cobra Coral fez um campeonato digno das suas tradições e dono da melhor campanha poderá encarar o rival de frente. Pelos lados da Ilha do Retiro, as coisas não começaram muito bem e o Sport quase não conseguia a classificação para a fase final. Mas na hora da decisão, o forte plantel que mantém jogadores com Ciro, Marcelinho Paraíba, Germano e o artilheiro Bruno Mineiro e o recente histórico de conquistas pode pesar a favor da equipe.

CAMPEONATO MINEIRO

Cruzeiro x Atlético – Dois bons elencos em momentos distintos. O Cruzeiro é sem dúvida o clube que melhor joga o futebol no país neste momento. Com um ataque avassalador, a Raposa fez uma grande campanha e leva a vantagem para as finais. O Galo tem um bom time e um grande treinador, Dorival Junior, e venceu o primeiro encontro entre eles neste ano. No entanto, ainda falta consistência a equipe, mas para contradizer a lógica, aposto no Galo!

CAMPEONATO GAÚCHO

GreNal – Com dois ídolos comandando cada clube, esta decisão vale muito mais que um título. É a oportunidade de Renato ou Falcão aumentar ainda mais o amor que as torcidas têm por eles. E ainda podemos ter este confronto na Libertadores. Meu palpite é Colorado!

CAMPEONATO CARIOCA

Sempre Flamengo! De forma invicta o Rubro-Negro Carioca conquistou o título ao vencer o Vasco na decisão por pênaltis. Com alguns reforços pontuais, tem a possibilidade de fazer um bom Brasileirão. Mas o Gaúcho tá devendo!

CAMPEONATO PAULISTA
Santos x Corinthians – Ganso, Neymar e CIA contar um Corinthians batalhador. O talento santista é superior ao do rival, tem jogadores diferenciados, mas tem a Libertadores ainda para se preocupar. No Timão, o técnico Tite tem a missão de encontrar uma forma mais coesa de jogo e decidir se Dentinho será mantido no ataque depois das atuações decisivas do seu reservaWillian.

domingo, 1 de maio de 2011

O herói de uma nação

Para alguns jovens Ayrton pode não passar de um ex-piloto famoso, de um tricampeão, como Piquet e Lauda. Para os mais velhos, talvez, seja uma consequência do ótimo Emerson e do que o Brasil já havia construído no automobilismo. Para toda uma geração, que hoje tem cerca de 30 anos, este sujeito foi o ídolo maior de um país.
A morte mais dolorida de alguém que você sequer conheceu. O domingo mais triste da história de um país.
Aquele sujeito corajoso, ousado, com a postura de vencedor que contradiz o jeitão brasileiro de ser, deixava de erguer nossa bandeira aos domingos pro mundo todo aplaudir.
Era nosso orgulho, nosso filho mais querido.
Havia quem não gostasse, claro. Mas eram raros. Ainda são.
Ayrton ultrapassou o limite entre um ídolo do esporte e um ícone nacional. Era um exemplo ao brasileiro de que não eramos os “coitadinhos”, que nem sempre foi bem aproveitado.
Vencia na marra, perdia buscando seu limite. Errava, acertava, mas se bancava. O que prometia fazer, fazia. Não engolia qualquer ordem, não aceitava condições e foi buscar, através de talento e força de vontade um lugar de destaque dos mais dificeis já vistos na F-1.
Chegar lá e bater seu companheiro é pra muitos. Ganhar de um companheiro mais forte, pra poucos. Desbancar um campeão mundial como Alain Prost, ganhar a equipe e se tornar o principal piloto com ele do lado, não é pra qualquer um. E ele fez.
Talvez por ter existido Senna, cobrem tanto de Rubens e Massa. Talvez não. É óbvio que sim.
Jamais imaginariam do Ayrton uma atitude como a de deixar o companheiro passar na última curva e se fazer de vítima no pódio.  Ele não faria. Ganharia a corrida, seria demitido, brigaria com o mundo… mas coitadinho, jamais,
É o anti-brasileiro, paixão do povo que adora ser coitado, e que nunca aceitou esta condição.
Hoje faz 17 anos.
Comentarista, dono de equipe, manager do Bruno, empresário, presidente da república, técnico do Corinthians, comentarista da Globo, vendeder de maça na feira, sei lá o que ele estaria fazendo. Mas, estaria fazendo com brilhantismo.
Jamais aceitou a condição de “mais um”, muito menos a de derrotado. Perdia inconformado, e ao invés de apenas lamentar, buscava reverter.
E revertia.
Parou o mundo com sua morte. Fez jovens e senhores, juntos, sentarem na calçada chorando a perda de um desconhecido aqui no Brasil. Seu caixão passou para todos aplaudirem.  As empresas pararam, as pessoas sairam nas ruas e não teve um hipocrita pra dizer: “Onde já se viu? Pra que tudo isso?”. Hoje, pra qualquer outro, teria.
Para Senna, não teve. Pois nem o mais azedo dos sujeitos seria capaz de discutir a importância de alguém que consegue fazer o que ele fez neste país.
Foram dias de verdadeiro velório nacional. Quem não se lembra não imagina como era entrar num onibus segunda-feira de manhã e ver pessoas chorando, do nada, sem um motivo aparente.
Ver as pessoas, ricas ou pobres, na rua com uma bandeirinha nas mãos saudando a última passagem dele, que lentamente, incoerente a sua vida, passava por nós nas avenidas de São Paulo.
Ayrton foi o que jamais tivemos, o que jamais teremos novamente e um exemplo mal aproveitado.
Nos ensinou que não somos inferiores, e que podemos, desde que não aceitemos qualquer coisa. Ensinou, ensinou, ensinou, e poucos aprenderam.
Hoje seria um domingo qualquer. Já sem ele nas pistas, mas, não tão longe de todos nós.
Mas, quis a vida que fosse assim. Talvez para que nos lembrássemos com mais força e saudades deste sujeito especial. Talvez porque ele era demais para o mundo em que vivemos.
Ele se foi, deixou mais do que precisava,  mais do que devia, e uma gigantesca nação de “viúvas”.
Eternamente gratos pelos momentos mágicos de alegria e orgulho aos domingos de manhã, aquelas lágrimas de 1994 não secaram para muitos até hoje.
Sou um deles, admito.
Não terei outro ídolo com Ayrton, porque sua mistura de talento, personalidade, postura e carisma não permitem.  E também porque não serei, nunca mais, um garotinho de 15 anos usando o boné da Nacional e idolatrando um cara que dirige um carro de corridas.
Quando resolvi ser jornalista, há muitos e muitos anos, um dos motivos era poder apertar sua mão.
Mas não deu tempo. Sequer o conheci.
Não importa. Não precisei disso para saber quem era.
Onde estiver, provavelmente no lugar mais alto do pódio, espero que esteja feliz, bem e que receba todo carinho deste povo, que mais de 15 anos após sua partida, ainda lembra de você todos os dias com enorme saudades.
“O fato de ser brasileiro só me enche de orgulho”, disse Senna, numa entrevista.
E nós dizemos o mesmo, campeão.
abs,
RicaPerrone
http://www.ricaperrone.com.br/2011/05/o-heroi-de-uma-nacao-por-ricaperrone/

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