quarta-feira, 11 de maio de 2011

Olho Vivo!

Qualquer pessoa, em sã consciência, antes de iniciar uma obra realiza um planejamento para que não exista um custo além das suas possibilidades. Mas o que dizer quando estes recursos são “ilimitados”?
A Copa do Mundo de 2014 representa bem a maneira como o dinheiro público é tratado em nosso país. Nos relatórios apresentados pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e o IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) foram apresentadas irregularidades que deveriam provocar maior preocupação popular e manifestações realmente ativas em relação ao uso do nosso dinheiro.
IRREGULARIDADES
Até o mês de Abril, o tribunal havia analisado os projetos e contratos de seis estádios da Copa. Em todos foram encontradas irregularidade. A Arena Amazônia apresentou sobrepreço de mais de R$ 70 milhões, além de projeto básico deficiente e subcontratado.
Em Natal, existem suspeitas de irregularidades na parceria público-privada assinada entre o governo estadual e a construtora OAS para o Estádio das Dunas. Foram apontados “riscos financeiros e cambiais” na Arena Pernambuco, estádio de Recife.
Aqui em Salvador a Fonte Nova teve o valor da contraprestação pública “superestimada”, conforme análise. O Governo Estadual (leia-se contribuinte) irá pagar R$ 1,6 bilhão em 15 anos à Odebrecht pela construção do estádio. Em Cuiabá, a Arena Pantanal recebeu uma série de “determinações preventivas”.
Mas o maior número de irregularidades foi detectado no Maracanã. Foi apurada falha na elaboração do projeto básico, realizado pela Emop (Empresa estadual de Obras Públicas do Rio).  Existem também indícios de “irregularidades na licitação da obra”, a ausência de estudo de viabilidade econômica e a falta de projetos para as intervenções na região ao redor do Maracanã.
No Distrito Federal questiona-se a real necessidade dos 71 mil assentos do novo estádio Mané Garrincha, pois essa capacidade é muito superior ao histórico dos públicos registrados nos jogos dos times da região.
Quanto a Mobilidade Urbana foi observado que apesar de não serem detectadas irregularidades nas vistorias realizadas, as obras estão atrasadas em todas as sedes.
Como clientes, pois quem pagará a conta seremos nós, temos o direito, melhor, o dever de acompanhar o andamento do gasto de verba pública e cobrar de maneira democrática, mas firme, que exista realmente um legado de melhorias para a população e não apenas mais um meio de apropriação indébita do dinheiro público.

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